5.8.16





“Ser feliz é tão simples, tão simples, que toda a gente esquece como é.”
| Caio Augusto Leita |

27.7.16


Tens um problema sério em despedir-te de mim. Não me olhas, não me falas, não me abraças, apenas sais. Talvez só conheças o adeus? Não sei, mas há tantas formas de nos despedirmos sem ele. Não gosto do peso dos últimos dias. Afinal como se vivem quando o que mais queremos é ficar? Não gosto do peso de tudo o que representa o início de uma saudade. Por isso despeço-me da melhor forma que sei [mesmo de ti] sem lhe dar nome, sem dizer adeus. Por abraços, dedicatórias, sorrisos e gargalhadas… Por músicas, danças, por tudo o que sei que ficará na lembrança. Pois ninguém gosta de despedidas mas não há ninguém que não lamente não se ter despedido de alguém. E eu jamais quererei esse peso…tão maior do que os últimos dias.

13.7.16

"Esta insegurança é irritante. Um homem pode ser amado por cem mulheres bonitas e no dia em que uma feia lhe vira a cara desaba-se-lhe a confiança. Acha que as outras cem é que estavam enganadas e que só esta percebeu finalmente que ele não prestava para absolutamente nada. A uma mulher, em contrapartida, basta ser amada uma única vez para achar que os cem homens que a rejeitam são simplesmente parvos que não sabem o que perdem."
|Miguel Esteves Cardoso|

4.7.16

Quando rodas a faca que te cravaram no peito não é falta de amor-próprio, é o desejo insano de querer matar a esperança. Não é estando longe, não vendo nem sentindo, pois nesse espaço em que pensas tudo aquilo que quiseres há sempre um qualquer otimismo que te afasta da realidade. Para matar a esperança tens que ver com os teus próprios olhos a indiferença, sentir a distância de quem está tão perto, ouvir outros nomes que já não o teu. Nesse rodar de faca vais sorrir e soltar gargalhadas pois não há sentimento que não tenha a sua própria antítese, nem coração que não tenha uma força maior. Só depois deste confronto é que faz sentido o afastamento, as poucas palavras trocadas, o “chega! não quero mais ver”. Vais embora curar as feridas, pedir ao mundo que tenha alguma piedade e ao destino alguma compaixão.

26.6.16


Vale a pena quando genuinamente sorris. Quando, para tua frustração, as horas parecem passar em segundos, quando tens a certeza que te vais lembrar disso para o resto da vida e que se der para chorar será de alegria em disputa com a saudade. Vale ainda mais a pena quando te faz ultrapassar limites, quebrar regras, quando te divertes – muito – e voltas a viver uma qualquer primeira vez, sentindo que finalmente entendes o que querem dizer com o “até o universo conspira a favor”. Ah! Falam também de sorte, aí vais entender. E mesmo que ninguém compreenda e que até tu saibas os riscos que corres, vai valer muito a pena se o teu coração disser que é por ali, se o contrário gerar uma dúvida que não te deixa dormir, se ir for claramente melhor do que ficar. E mesmo que dê errado, quando dar errado é o melhor final possível, vai valer a pena pois genuinamente sorriste, sorris. E foste feliz.

Sim valeu, oh se valeu!

15.6.16


Fazemos o que podemos para esquecer. Saímos, ficamos em casa, conhecemos novas pessoas, reatamos companhias antigas. Rimos, choramos, escrevemos, falamos…sobre tudo o que nos vai na alma ou sobre tudo menos disso. Focamos no trabalho, nos projetos, nos sonhos. Dançamos como nunca dançamos antes, resguardamo-nos, visitamos o mar, rezamos…uns pela fé que têm outros pela que passaram a ter. Mentimos sem nos tornarmos mentirosos, revelamos verdades que jurámos nunca revelar. Cantamos no carro, em casa, no chuveiro – esperando que a água nos leve mais do que é superficial. Ouvimos as músicas mais tristes e fingimos não entristecer. Desejamos outros corpos ou cremos em não querer mais ninguém. Porque não é no amor que vale tudo, mas sim no momento em que tentamos esquecer.

Então não julgues conhecê-la quando a vês. Sabes lá o que no fundo pode estar ela a tentar fazer.