21.9.16

O ciúme é reles.



O ciúme é reles. Não para quem o tem mas principalmente para quem não o tem. Quem tem assume e pronto. Nem sempre para os outros mas nunca o nega para si. Fala, grita, amua. É ciúme e vai achar que tudo isso é viável, consequência de algo que se existe tem de ser sentido. Pior é para quem não o tem. Para quem não sabe o que fazer com aquele incómodo no peito, com a garganta que seca de repente, com as palavras que não saem, com a vontade de responder mal a alguém. Não sabe o que é porque não tem ciúme, não sabe o que fazer porque nunca aprendeu, não sabe dissipá-lo porque só se descobre o antídoto quando se conhece o veneno, pelo que espera apenas que passe. Simples assim! O ciúme é reles. Porque irá sempre dar mais importância a alguém do que aquela que queremos que realmente tenha. O ciúme é mesmo reles.

15.9.16

Não te quero porque ele existe.


Não te quero porque ele existe. Bastava ele não existir e tenho a certeza que já te queria. Ingrato? Eu sei. Mas a vida não é assim mesmo? Não pagamos pelo que fazemos aos outros? Então descansa, ele também não me quer mas alimenta, sem intenções disso, a minha reles esperança. E talvez eu alimente a tua… sem querer. Desculpa. Há esperanças que é forçoso ter, alimenta-nos percebes? Achamos que é aquilo que merecemos e deixar de esperar isso é quase como deixar de acreditar em nós mesmos, de que somos capazes. Talvez até nem valha a pena mas sempre ouvi dizer que uma cisma é pior que uma doença. E eu terei de ver para crer. Mas tu entendes. Sentes o mesmo não é? Eu sei, bastava ele não existir.

13.9.16


|Bon Jovi – We don’t run|